Vivemos em uma época em que a palavra “desafio” é constantemente repetida nos meios de comunicação.
O Brasil enfrenta o desafio de crescer economicamente.
Há o desafio de combater a fome, a miséria e a desigualdade social.
Isso nos mostra que a palavra desafio está plenamente em vigor em nossos dias.
Entretanto, quando aprofundamos o significado desse termo, percebemos que ele não carrega apenas um peso negativo, mas pode representar um grande benefício na nossa caminhada com Deus.
Desafiar significa: provocar, afrontar, arrostar.
Arrostar é enfrentar o perigo sem medo.
Provocar é chamar para o combate.
Quando Golias desafiou Israel, ele não estava apenas afrontando um exército, mas provocando e afrontando o próprio Deus.
Nós cremos que o Deus a quem servimos é um Deus de desafios.
No vocabulário divino não existem palavras como derrota, desistência ou retrocesso.
A Escritura afirma que Deus não tem prazer naqueles que retrocedem (Hb 10:38).
Nestes dias, a Igreja é chamada a viver desafios que exigem coragem e fé:
O desafio de crescer em almas
O desafio de ir contra um sistema maligno imposto pela sociedade
O desafio de dizer não ao pecado
O desafio de não se contaminar
O desafio de ser sal da terra e luz do mundo
O desafio de ser coluna e baluarte da verdade
O desafio de amar o próximo
O desafio de crer, mesmo quando a resposta parece demorar
O desafio de viver uma vida santa, sem manchas
São muitos os desafios, mas não devemos temê-los.
Devemos crer que Deus está conosco e que a sua destra fiel nos sustém.
Desafios exigem de nós plena confiança em Deus.
Deus escolheu Moisés para ser líder e libertador.
Ao chamá-lo, Deus o lançou ao desafio de ser guia, referencial e instrumento de libertação.
Em Êxodo 3:10, Deus lança o desafio.
Logo em seguida, surgem as barreiras:
“Quem sou eu?” (Êx 3:11)
“E se não crerem?” (Êx 4:1)
“Nunca fui eloquente” (Êx 4:10)
“Ah, Senhor, envia outro” (Êx 4:13)
Percebemos que, ao enfrentar desafios, barreiras sempre se levantam para tentar nos impedir de prosseguir.
Assim como Moisés, também passamos por dois momentos essenciais:
Moisés precisou lidar com seus medos, traumas e inseguranças, crendo que Deus era com ele.
Isso se repete em nossas vidas. Quantas vezes Deus nos chama e nós respondemos:
“Senhor, eu não sei falar, não sei pregar, não sei orar… usa outro.”
Deus frequentemente nos coloca em situações onde precisamos confrontar nosso passado, nossas limitações e nossos receios.
Depois de vencer seus medos internos, Moisés teve que enfrentar o povo:
a incredulidade, a rebeldia e o desânimo.
Assim também acontece conosco:
primeiro enfrentamos nossos conflitos interiores, depois as pessoas e as circunstâncias exteriores.
Em 1 Reis 18, Elias lança um desafio aos profetas de Baal.
Mas só podemos desafiar nossos inimigos quando estamos na presença de Deus, como Elias estava (1 Rs 18:15).
1 Reis 18:30-31
Antes do fogo descer, Elias restaurou o altar.
Não há vitória sem altar restaurado.
Marcos 3:1-6
O desafio se vence quando confiamos naquilo que Deus diz, e não no que as circunstâncias aparentam.
1 Samuel 17:41-44
Golias desprezou, amaldiçoou e ameaçou Davi.
Mas Davi não permitiu que aquelas palavras criassem morada em seu coração.
Deus continua lançando desafios ao seu povo.
A pergunta não é se eles virão, mas como iremos respondê-los.
Que possamos, como Moisés, Elias e Davi,
confiar em Deus, restaurar o altar, crer na Palavra
e não permitir que a voz do inimigo nos paralise.
Porque quem anda com Deus não foge dos desafios — cresce por meio deles.
Pr Michael Araújo