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Etiópia
Etiópia

A Igreja

Segundo a tradição, o cristianismo chegou à Etiópia por meio de um jovem O cristianismo chegou à Etiópia no século IV com Merópius, um filósofo cristão que naufragou em sua viagem à Índia. Merópius morre, mas seus dois guardas Frumentius e Aedesius, foram levados ao palácio e se tornaram, posteriormente, o secretário particular e o copeiro do rei Ella Amida. 

Depois de um tempo, Frumentius, em uma viagem ao Egito, entrou em contato com o bispo de Alexandria e pediu que fossem enviados missionários ao reino da Etiópia. O bispo Atanásio concordou e imediatamente apontou Frumentius para a tarefa. 

Frumentius foi ordenado o primeiro bispo (abuna) da Igreja Ortodoxa Etíope e passou a ser conhecido como Abuna Salama, o bispo da paz. Ele foi bem sucedido em sua missão e com o apoio do rei Ezana, filho de Ella Amida, a Etiópia se tornou uma nação cristã. 

O protestantismo 

O protestantismo chegou à Etiópia com sociedades missionárias. As três principais missões que formaram a Igreja protestante na Etiópia são: missão luterana, missão Interior do Sudão e a missão menonita. 

As missões luteranas foram as primeiras a chegar e criaram a igreja Mekane Yesus (lugar de Jesus) em 1959. A Mekane Yesus é forte no sul e oeste da Etiópia, áreas abertas aos missionários por não haver forte presença ortodoxa. 

A missão Interior do Sudão começou a trabalhar no Sul da Etiópia na década de 1920 e saiu do país quando os italianos invadiram o país, em 1938. Voltando cinco anos mais tarde, esses missionários encontram uma próspera igreja, formada por mais de cem congregações e 20 mil membros. A igreja Kale Hiwot (Palavra de vida) nasceu desse ministério e continuou a crescer desde o restabelecimento da liberdade religiosa em 1991. 

A missão menonita foi à Etiópia após a Segunda Guerra como agência de ajuda humanitária, mas recebeu autorização para evangelizar. Duas igrejas distintas nasceram por influência da missão menonita. A Meserete Kristos (Cristo é o fundamento) é parte importante da organização menonita mundial. A igreja Mulu Wengel (Evangelho Pleno) procura manter-se livre de ligações com o ocidente. 

Os ortodoxos são 40-45% da população etíope; os evangélicos são aproximadamente 10%.


A perseguição

Embora a liberdade religiosa seja garantida pela Constituição, o governo controla essa liberdade. 

A Igreja evangélica é a que mais sofre, por ser a minoria. Ela é monitorada pelo governo e não goza dos mesmos direitos que os ortodoxos ou muçulmanos. 

Em setembro de 2008, líderes das igrejas protestantes de Lalibela receberam ordem de parar todos os cultos das igrejas. A ordem foi baseada na alegação de que tais igrejas eram ilegais. 

Lalibela é conhecida por suas igrejas encravadas nas rochas, que datam do século XII, propriedades da Igreja Etíope Ortodoxa. Por centenas de anos, a cidade foi centro de treinamento de padres, monges e outros ministros ortodoxos. A peregrinação a Lalibela é sagrada para os ortodoxos etíopes, pois consideram esta a segunda Jerusalém. 

A comunidade local se orgulha muito da herança de Lalibela e trabalha duro para manter qualquer outra religião fora da região, inclusive o protestantismo. 

Mais propensos à evangelização do que os demais cristãos, os evangélicos atraem o ódio de muçulmanos e ortodoxos por "roubarem seu rebanho": fazerem convertidos em meio às comunidades islâmica e ortodoxa. 

As pessoas que tentam incorporar reformas à Igreja Ortodoxa são excomungadas e expulsas de suas moradias, como aconteceu na metade de 2008. Dezoito membros da Igreja Ortodoxa Etíope (EOC), acusados de atividades em favor de reformas, foram recentemente excomungados

Os que se convertem e passam a frequentar a Igreja protestante sofrem retaliações e ataques mais diretos. Em julho de 2008, dois convertidos tiveram sua casa incendiada. Apesar de a família sair com vida, os danos foram altos.

Os ex-muçulmanos são vítimas da perseguição de seus familiares. São marginalizados pela comunidade e também sofrem ameaças e ataques. O caso mais exemplar disso foi o assassinato de evangelista Michael Dhaba, em outubro de 2006. 

Michael, com 38 anos de idade quando faleceu, era um evangelista conhecido, dedicado a alcançar os muçulmanos com o amor de Cristo. Por meio de seu ministério, muitos muçulmanos vieram a conhecer a verdadeira paz com Deus. 

Mesmo Michael tendo o respeito e a admiração de alguns xeiques, havia alguns que estavam insatisfeitos com a dedicação de Michael em ganhar almas para Cristo. Ele foi martirizado na porta de casa, em frente à sua família.


Motivos de oração

1. O islamismo continua a ser um desafio para o cristianismo. Ore para que a Igreja saiba lidar com esse conflito de maneira adequada, apresentando respostas como a evangelização e a implantação de igrejas. 

2. A Etiópia abriga um grande número de refugiados. Ore para que a Igreja alcance os campos de refugiados com serviço, apoio, auxílio e amor. 

3. A Etiópia está cercada de muitos povos ainda não alcançados. Ore para que a Igreja etíope desenvolva ainda mais a sua visão missionária em direção aos países vizinhos. 

4. Ex-muçulmanos têm sido vítimas de marginalização. Peça a proteção de Deus para aqueles que sofrem desprezo e oposição por terem aceitado a salvação em Cristo. Ore para que a Igreja saiba como cuidar desses novos convertidos. 


Fontes 

2008 Report on International Religious Freedom 

BBC Country profile 

Ethnologue.com 

- Portas Abertas Internacional 

Países@ 

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - Human Development Reports 

The World Factbook 

Under Secretary for Public Diplomacy and Public Affairs